Não são só quatro paredes: é um sítio a que também se pode chamar casa porque
não foi feito para se ir e vir, foi feito para se estar. É por isso que as
instalações do Centro de Dança do Porto têm muita luz e muitos espaços verdes.
Ao todo, são 2500 metros quadrados que os arquitectos José Carlos Cruz e Pedro
Alarcão aproveitaram de modo a tirar o maior partido possível de uma rua
tranquila no centro do Porto. Teresa Vieira esteve dois anos à procura de um
espaço que a satisfizesse – quando o encontrou, meteu mãos à obra. Em 1996 o
Centro de Dança do Porto tinha finalmente casa própria. Com tudo no sítio:
recepção com lareira, escritórios, sala de estudo, balneários, estúdios com
dimensões generosas e um terraço. Um espaço apetrechado para acolher as aulas
normais, mas também pequenas mostras e eventos públicos informais, tanto no
interior como ao ar livre. Entretanto, o crescimento do volume de alunos e a
criação de novas actividades na escola obrigaram a repensar o tamanho das
actuais instalações. No próximo ano, o Centro de Dança do Porto vai crescer,
passando a contar com mais um estúdio: uma sala polivalente que possa funcionar
também como pequeno auditório. E ainda não é tudo: mais cedo ou mais tarde, a
casa situada mesmo à entrada da escola vai ser remodelada (o projecto de
arquitectura já existe) e transformada num espaço com múltiplas funções onde
funcionará uma loja especializada em dança (que venderá equipamento, mas também
material bibliográfico, CD, vídeos e DVD), um bar, uma biblioteca, uma videoteca
e uma sala de estar. Para que o Centro de Dança do Porto seja mesmo uma segunda
casa.

Foi em 1993 que o Centro de Dança do Porto abriu as portas à cidade. Uma
escola para todos onde a dança fosse encarada como um projecto de vida e não
apenas como um passatempo de elite. Uma escola capaz de descolar da abordagem
tradicional e de fazer dos métodos ensinados nas academias de ballet um
trampolim para a descoberta do que de novo se ia fazendo pela Europa fora. Na
cabeça da dupla de fundadores (Teresa Vieira e o marido, Jaime Tojal, que
assumiu a direcção financeira), havia três objectivos muito bem definidos:
actualizar e aprofundar a formação em dança, fazendo o “upgrade” dos currículos,
diversificando métodos de ensino, propondo módulos de especialização e
convidando professores estrangeiros; democratizar o ballet, facilitando o acesso
à escola através da criação de um sistema de transporte pioneiro e de uma
política de preços moderados; criar condições físicas e técnicas para fazer da
frequência das aulas de dança uma mais valia lúdica e pedagógica.
Curriculum Vitae - Professora Teresa Vieira